
Título: Não leia essa carta
Autor(a): Darlan Hayek Soares
Editora: Chiado Editora
Número de Págs.: 278
Autor(a): Darlan Hayek Soares
Editora: Chiado Editora
Número de Págs.: 278
“Meu amigo Lorenzo Morreu em meus braços. Eu não consegui evitar. Não foi nada fácil vê-lo sangrar até a morte. Ele tinha 32 anos, a mesma idade que eu. Nascemos no mesmo ano e talvez por isso tenhamos nos identificado tanto desde pequenos. Gostaria muito que nossa amizade durasse até completarmos cem anos, ou quem sabe, eternamente, como alguns costumam dizer, mas, isso não aconteceu. Aquele sangue que tantas vezes vi escorrendo dos joelhos e cotovelos ralados de Lorenzo durante nossas travessuras, dessa vez manchou minhas mãos e toda a minha roupa, mas acima de tudo manchou minha vida, minhas memórias.”
É assim que a leitura inicia. É nesse clima de mistério que seguimos página após página, sem querer parar de ler.
Andrew, filho do famoso Serial Killer Charles Polaroide, é o típico “Zé Mané”, perdoem-me pela expressão, mas não me vem outra à mente para defini-lo. Passivo ao extremo, aceita tudo o que lhe é imposto. Para piorar sua acomodação, Lorenzo, aquele que se tornara seu melhor amigo, o protege de tudo e de todos em qualquer que seja a circunstância. Os anos vão passando e a amizade entre os dois matem-se firme, mesmo com todas as atribulações vividas durante esse período. Mas chega o momento em que Andrew decide namorar e Lorenzo não aceita dividir a atenção que até então era completamente sua.
Após uma discussão, o afastamento entre os dois é inevitável. Como uma amizade que durara tanto tempo acabaria por algo tão “banal”? Mas o que estava faltando para reaproximar a dupla revela-se ao mesmo tempo amedrontador, Andrew e Lorenzo passam a receber cartas misteriosas e ameaçadoras. Vendo-se sem saída, os dois decidem que a única opção é sair em busca do autor anônimo e tentar dar um fim ao pesadelo em que estão vivendo, desde a chegada da primeira carta.
Ameaças, mortes, dúvidas... esses são alguns elementos que compõem essa obra, no mínimo, misteriosa. Com uma narrativa leve, o autor consegue manter o leitor curioso durante toda a história. Mas não posso deixar de citar algumas coisas que me incomodaram, como por exemplo, as cartas, que deveriam ser o ponto alto da obra, tornaram-se leituras demasiadamente cansativas. Não me senti confortável ao ler duas cartas “quase” iguais seguidamente, sem contar que o texto contido nelas não fazia jus ao mistério que a obra possui. Também achei os sentimentos do pai do protagonista, Charles, muito contraditórios. Tanto no sentido afetivo quanto com relação aos assassinatos já cometidos por ele, em alguns momentos mostrava-se arrependido, em outros, orgulhava-se por seu brilhante desempenho.
Gostei do desfecho, a forma como o enigma foi solucionado me deixou satisfeito. Além de nos proporcionar alguns momentos de comoção. Enfim, uma obra que vale a pena ser lida, desde que o leitor entenda que não se trata de uma trama MUITO original e complexa, na verdade, é até bem previsível.
Abração, gentee!!! =D
É assim que a leitura inicia. É nesse clima de mistério que seguimos página após página, sem querer parar de ler.
Andrew, filho do famoso Serial Killer Charles Polaroide, é o típico “Zé Mané”, perdoem-me pela expressão, mas não me vem outra à mente para defini-lo. Passivo ao extremo, aceita tudo o que lhe é imposto. Para piorar sua acomodação, Lorenzo, aquele que se tornara seu melhor amigo, o protege de tudo e de todos em qualquer que seja a circunstância. Os anos vão passando e a amizade entre os dois matem-se firme, mesmo com todas as atribulações vividas durante esse período. Mas chega o momento em que Andrew decide namorar e Lorenzo não aceita dividir a atenção que até então era completamente sua.
Após uma discussão, o afastamento entre os dois é inevitável. Como uma amizade que durara tanto tempo acabaria por algo tão “banal”? Mas o que estava faltando para reaproximar a dupla revela-se ao mesmo tempo amedrontador, Andrew e Lorenzo passam a receber cartas misteriosas e ameaçadoras. Vendo-se sem saída, os dois decidem que a única opção é sair em busca do autor anônimo e tentar dar um fim ao pesadelo em que estão vivendo, desde a chegada da primeira carta.
Ameaças, mortes, dúvidas... esses são alguns elementos que compõem essa obra, no mínimo, misteriosa. Com uma narrativa leve, o autor consegue manter o leitor curioso durante toda a história. Mas não posso deixar de citar algumas coisas que me incomodaram, como por exemplo, as cartas, que deveriam ser o ponto alto da obra, tornaram-se leituras demasiadamente cansativas. Não me senti confortável ao ler duas cartas “quase” iguais seguidamente, sem contar que o texto contido nelas não fazia jus ao mistério que a obra possui. Também achei os sentimentos do pai do protagonista, Charles, muito contraditórios. Tanto no sentido afetivo quanto com relação aos assassinatos já cometidos por ele, em alguns momentos mostrava-se arrependido, em outros, orgulhava-se por seu brilhante desempenho.
Gostei do desfecho, a forma como o enigma foi solucionado me deixou satisfeito. Além de nos proporcionar alguns momentos de comoção. Enfim, uma obra que vale a pena ser lida, desde que o leitor entenda que não se trata de uma trama MUITO original e complexa, na verdade, é até bem previsível.
Abração, gentee!!! =D





