
Título: Mortos entre vivos
Autor(a): John Ajvide Lindqvist
Editora: Tordesilhas
Número de Págs.: 360
Autor(a): John Ajvide Lindqvist
Editora: Tordesilhas
Número de Págs.: 360
Estocolmo. O dia está mais quente que o normal. Uma onda eletromagnética cerca a cidade e os aparelhos eletrônicos parecem ter vontade própria, nada pode ser desligado. Na população, todos sentem os efeitos desse dia infernal, a cabeça parece que vai explodir. Há algo de errado na capital sueca, isso é perceptível. Seria esse, o fim do mundo?
Tão abruptamente como chegou, o fenômeno desaparece. Os habitantes da cidade não sabem, mas algo ainda maior está para acontecer... Eis que os mortos revivem! Tumbas. Necrotérios. Lagos. Mar. Lugares que antes os abrigavam, agora não mais. O que eles querem é retornar ao seu antigo lar.
Elvy e Flora, sua neta, possuem percepções mediúnicas e revelam-se excitadas com tudo o que está prestes a acontecer. Mas algo as diferencia: a avó é religiosa e acredita que este seja o tão anunciado apocalipse, a neta por sua vez, pensa de forma contrária às crenças de sua avó. Mahler teve sua vida abalada após a perda prematura de seu tão adorado neto, e sua relação com a filha está cada vez mais insustentável. David não aceita a morte de sua esposa e, principalmente, sente-se completamente inseguro e perdido, incapaz de prosseguir com a criação de seu filho, Magnus. Esses são os personagens principais da trama. Seus sentimentos, relacionamentos, comportamentos... todos expostos para que os leitores os conheçam profundamente. Sendo assim, os capítulos são divididos de forma a focar em apenas um caso por vez.
No início, com uma narrativa demasiadamente descritiva, a leitura pode se revelar um pouco cansativa. Mas tudo melhora quando o autor passa a focar no relacionamento entre as pessoas envolvidas com os mortos, nos seus sentimentos. John Ajvide nos apresenta o "mundo" dos zumbis de uma forma completamente nova e reformulada, assim foi para mim. Ele usa essas criaturas, de forma esplêndida, como ferramenta para expor os sentimentos humanos e suas mais variadas faces. São realmente eles, os zumbis, os cruéis da história?
O livro tem uma narrativa densa, que obviamente exige um pouco mais de atenção do leitor. Portanto, para os adeptos de obras leves e com história simples, a leitura pode demorar um pouco a se tornar "confortável".
Não posso dizer que foi uma leitura excepcional, a classifico como boa. De qualquer forma, tenho muita vontade de ler alguma outra publicação do autor. Ah, John Ajvide também é o responsável pela tão aclamada obra Deixe ela entrar (Låt den rätte komma in, no original), que foi adaptada para o cinema em 2008.
Uma obra que nos faz questionar qual o limite de nossa "civilidade".
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Compre:

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Abração gentee!!! =D
Tão abruptamente como chegou, o fenômeno desaparece. Os habitantes da cidade não sabem, mas algo ainda maior está para acontecer... Eis que os mortos revivem! Tumbas. Necrotérios. Lagos. Mar. Lugares que antes os abrigavam, agora não mais. O que eles querem é retornar ao seu antigo lar.
"Flora esfregou os olhos.
- Mas o que foi isso?
- Você não sabe?
- Sei? Não.
Elvy balançou a cabeça. É claro. De certa forma era uma questão de fé.
- Foram os espíritos - disse ela. - As almas. Dos mortos. Elas escaparam."
- Mas o que foi isso?
- Você não sabe?
- Sei? Não.
Elvy balançou a cabeça. É claro. De certa forma era uma questão de fé.
- Foram os espíritos - disse ela. - As almas. Dos mortos. Elas escaparam."
Elvy e Flora, sua neta, possuem percepções mediúnicas e revelam-se excitadas com tudo o que está prestes a acontecer. Mas algo as diferencia: a avó é religiosa e acredita que este seja o tão anunciado apocalipse, a neta por sua vez, pensa de forma contrária às crenças de sua avó. Mahler teve sua vida abalada após a perda prematura de seu tão adorado neto, e sua relação com a filha está cada vez mais insustentável. David não aceita a morte de sua esposa e, principalmente, sente-se completamente inseguro e perdido, incapaz de prosseguir com a criação de seu filho, Magnus. Esses são os personagens principais da trama. Seus sentimentos, relacionamentos, comportamentos... todos expostos para que os leitores os conheçam profundamente. Sendo assim, os capítulos são divididos de forma a focar em apenas um caso por vez.
No início, com uma narrativa demasiadamente descritiva, a leitura pode se revelar um pouco cansativa. Mas tudo melhora quando o autor passa a focar no relacionamento entre as pessoas envolvidas com os mortos, nos seus sentimentos. John Ajvide nos apresenta o "mundo" dos zumbis de uma forma completamente nova e reformulada, assim foi para mim. Ele usa essas criaturas, de forma esplêndida, como ferramenta para expor os sentimentos humanos e suas mais variadas faces. São realmente eles, os zumbis, os cruéis da história?
O livro tem uma narrativa densa, que obviamente exige um pouco mais de atenção do leitor. Portanto, para os adeptos de obras leves e com história simples, a leitura pode demorar um pouco a se tornar "confortável".
Não posso dizer que foi uma leitura excepcional, a classifico como boa. De qualquer forma, tenho muita vontade de ler alguma outra publicação do autor. Ah, John Ajvide também é o responsável pela tão aclamada obra Deixe ela entrar (Låt den rätte komma in, no original), que foi adaptada para o cinema em 2008.
Uma obra que nos faz questionar qual o limite de nossa "civilidade".
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