"O resgate do tigre, Colleen Houck"

Título: O resgate do tigre
Série: A maldição do tigre (Livro 2)
Autor(a): Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Número de Págs.: 432

ATENÇÃO: Contém spoilers do livro anterior!

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Após voltar para o Oregon, Kelsey tenta viver uma vida normal. O que revela-se extremamente complicado, se considerarmos suas últimas aventuras e que ela é uma garota apaixonada por um tigre - mas fugiu dele, mesmo sabendo que o sentimento é recíproco ¬¬. Quando tudo parece estar entrando nos trilhos, Ren resolve ir visitá-la e traz à tona todos os sentimentos que ela tentava sufocar a todo custo.

Parte do início da obra é focada no romance entre Ren e Kelsey, onde são inseridos alguns personagens secundários. Até o momento da chegada do tigre, a leitura flui de forma satisfatória e empolgante, o que é bem esperado da narrativa da autora. Mas Ren chega e as coisas começam a perder o ritmo. A autora acaba batendo novamente naquela tecla do "ser perfeito". Os que leram a resenha de "A Maldição do Tigre" sabem que a supervalorização da autora com os dotes físicos e as habilidades de Ren foi algo que realmente me desagradou. Ela quase o torna um "ser divino". Ah, você é o melhor lutador, ou poeta, ou o melhor "qualquer coisa" do mundo? Seu reinado acabará quando Ren chegar! u.u

Mas, para dar fim à minha "aflição", Colleen Houck revela que dessa vez a missão de Kelsey será feita na companhia de Kishan - o irmão badboy de Ren e, na minha opinião, o melhor personagem. Kishan chega para acabar com o momento melancólico e me resgatar de um leitura que revelava-se demasiadamente massante. À partir deste ponto, vocês já sabem o que acontece: os dois saem em busca do próximo objeto da profecia, à fim de conceder aos tigres mais seis horas (por dia) em sua forma humana.

Apesar do "Super-Ren", gostei dessa sequência. Não tanto quanto do primeiro, mas gostei. Provavelmente, se a Houck não tivesse feito uso de um romance tão meloso, essa obra teria me conquistado completamente. Afinal, a ação é mais intensa, Kelsey está mais madura - embora ainda um pouco chatinha -, Kishan aparece mais (heheh), o final... ah, o final...

Tenho lido algumas críticas negativas sobre o final, mas eu, particularmente, achei o desfecho excepcional. A autora conseguiu fugir do clichê e deixou um gancho perfeito para o terceiro livro da série. Mais uma vez, estou muito ansioso para ler a sequência. Só espero que a autora tenha contido seu romantismo e não tenha tornado Kishan, também, um personagem "meloso". O que já me deixa bem triste, pois parece que ela está seguindo por esse caminho. Espero estar equivocado nas minhas impressões.

Bom, como bem sabem, indico a leitura para os que curtem o gênero. Sem contar que a autora te faz mergulhar no universo da mitologia hindu, que pra mim é fascinante!

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Abração gentee!!! =D